quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O UNIVERSO DAS HQS PARA ALÉM DOS HERÓIS

Do punk às artes gráficas mais sofisticadas, as revistas especializadas mostram a diversidade e criatividade dos quadrinhos autorais

Revista Animal foi uma referência dos quadrinhos underground na década de 80
Revista Animal foi uma referência dos quadrinhos underground na década de 80Crédito: Gibiteca Henfil
     


 



Revistas de quadrinhos não são uma novidade no Brasil. Desde que a nona arte virou objeto de interesse de editoras e da imprensa, no século 20, é comum criarem publicações que apresentem diferentes artistas e estilos ao público. Nos anos 70 e 80, revistas como O BichoChiclete com Banana e Animal foram na onda da contracultura que já rolava forte em outros países e se tornaram publicações importantes no Brasil. Essas revistas eram coletâneas de HQs brasileiras e, em alguns casos, de HQs gringas pirateadas, publicadas sem a permissão dos autores. Hoje, o cenário dos quadrinhos  é dos melhores no Brasil, com novas publicações nas ruas, caso da Plaf, e por chegar, como a Revista Baiacu, encabeçada pelos quadrinistas Angeli, Laerte e Rafael Coutinho e com lançamento previsto para novembro.

João Varella, da editora Lote 42, acredita que, além de serem fontes para conhecer novos artistas, as revistas são essenciais também de um ponto de vista mais reflexivo: “Elas têm um caráter didático e de crítica muito importante, exercem um papel de diálogo”. E esse diálogo não é só sobre quadrinhos, mas sobre todo um campo de produções que conversam ao redor, no cinema, nas artes visuais e na literatura. 
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